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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A Religião (do latim: "re-ligare", que significa "voltar a ligar", “ligar novamente", ou simplesmente "religar") pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que a humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças.
Índice

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Etimologia

A palavra portuguesa religião deriva da palavra latina religio, mas desconhece-se ao certo que relações estabelece religio com outros vocábulos. Aparentemente no mundo latino anterior ao nascimento do cristianismo, religio referia-se a um estilo de comportamento marcado pela rigidez e pela precisão.

A palavra "religião" foi usada durante séculos no contexto cultural da Europa, marcado pela presença do cristianismo que se apropriou do termo latino religio. Em outras civilizações não existe uma palavra equivalente. O hinduísmo antigo utilizava a palavra rita que apontava para a ordem cósmica do mundo, com a qual todos os seres deveriam estar harmonizados e que também se referia à correcta execução dos ritos pelos brâmanes. Mais tarde, o termo foi substituído por dharma, termo que atualmente é também usado pelo budismo e que exprime a idéia de uma lei divina e eterna.

Historicamente foram propostas várias etimologias para a origem de religio. Cícero, na sua obra De natura deorum, (45 a.C.) afirma que o termo se refere a relegere, reler, sendo característico das pessoas religiosas prestarem muita atenção a tudo o que se relacionava com os deuses, relendo as escrituras. Esta proposta etimológica sublinha o carácter repetitivo do fenómeno religioso, bem como o aspecto intelectual. Mais tarde, Lactâncio (século III e IV d.C.) rejeita a interpretação de Cícero e afirma que o termo vem de religare, religar, argumentando que a religião é um laço de piedade que serve para religar os seres humanos a Deus.

No livro "A Cidade de Deus" Agostinho de Hipona (século IV d.C.) afirma que religio deriva de religere, "reeleger". Através da religião a humanidade reelegia de novo a Deus, do qual se tinha separado. Mais tarde, na obra De vera religione Agostinho retoma a interpretação de Lactâncio, que via em religio uma relação com "religar".

Macróbio (século V d.C.) considera que religio deriva de relinquere, algo que nos foi deixado pelos antepassados.

Independente da origem, o termo é adotado para designar qualquer conjunto de crenças e valores que compõem a fé de determinada pessoa ou conjunto de pessoas. Cada religião inspira certas normas e motiva certas práticas.

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Palavras e Conceitos Relevantes

Existem termos que são ditos/escritos freqüentemente no discurso religioso grego, romano, judeu e cristão. Entre eles estão: sacro e seus derivados (sacrar, sagrar, sacralizar, sacramentar, execrar), profano (profanar) e deus(es). O conceito desses termos varia bastante conforme a época e a religião de quem os emprega. Contudo, é possível ressaltar um mínimo comum à grande parte dos conceitos atribuídos aos termos.

Os religiosos gregos, romanos, judeus e cristãos crêem na existência de vários(gregos e romanos) ou de um único deus (judeus e cristãos), um ser impassível de ser sentido pelos sensores humanos e que é capaz de provocar acontecimentos improváveis/impossíveis que podem favorecer ou prejudicar os homens. Para os religiosos, as coisas e as ações se dividem entre sacras e profanas. Sacro é aquilo que mantém uma ligação/relação com o(s) deus(es). Profano é aquilo que não mantém nenhuma ligação com o(s) deus(es). Para alguns religiosos, "profano" é um termo pejorativo, para outros não. Já o verbo "profanar" (tornar algo profano) é sempre tido como uma ação má pelos religiosos.

Conceito de Religião

Dentro do que se define como religião pode-se encontrar muitas crenças e filosofias diferentes. As diversas religiões do mundo são de fato muito diferentes entre si. Porém ainda assim é possível estabelecer uma característica em comum entre todas elas. É fato que toda religião possui um sistema de crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades ou deuses. As religiões costumam também possuir relatos sobre a origem do Universo, da Terra e do Homem, e o que acontece após a morte. A maior parte crê na vida após a morte.

A religião não é apenas um fenômeno individual, mas também um fenômeno social. A igreja, o povo escolhido (o povo judeu), o partido comunista, são exemplos de doutrinas que exigem não só uma fé individual, mas também adesão a um certo grupo social. Atentem, por exemplo, às perseguições do Partido Comunista Chinês à seita Falun Gong. O Partido Comunista Chinês entende que a religião não seja necessária a sociedade chinesa.

A idéia de religião com muita frequência contempla a existência de seres superiores que teriam influência ou poder de determinação no destino humano. Esses seres são principalmente deuses, que ficam no topo de um sistema que pode incluir várias categorias: anjos, demônios, elementais, semideuses, etc.

Outras definições mais amplas de religião dispensam a idéia de divindades e focalizam os papéis de desenvolvimento de valores morais, códigos de conduta e senso cooperativo em uma comunidade.

Ateísmo é a negação da existência de qualquer tipo de deus e da veracidade de qualquer religião teísta. Agnosticismo é a dúvida sobre a existência de deus e sobre a veracidade de qualquer religião teísta, por falta de provas favoráveis ou contrárias. Deísmo é a crença num deus que só pode ser conhecido através da razão, e não da fé e revelação.

Algumas religiões não consideram deidades, e podem ser consideradas como ateístas (apesar do ateísmo não ser uma religião, ele pode ser uma característica de uma religião). É o caso do budismo, do confucionismo e do taoísmo. Recentemente surgiram movimentos especificamente voltados para uma prática religiosa (ou similar) da parte de deístas, agnósticos e ateus - como exemplo podem ser citados o Humanismo Laico e o Unitário-Universalismo. Outros criarão sistemas filosóficos alternativos como August Comte fundador da Religião da Humanidade.

As religiões que afirmam a existência de deuses podem ser classificadas em dois tipos: monoteísta ou politeísta. As religiões monoteístas (monoteísmo) admitem somente a existência de um único deus, um ser supremo. As religiões politeístas (politeísmo) admitem a existência de mais de um deus.

Atualmente, as religiões monoteístas são dominantes no mundo: judaísmo, cristianismo e Islão juntos agregam mais da metade dos seres humanos e quase a totalidade do mundo ocidental. A Fé Bahá'í é uma religião monoteísta.

Características das religiões

Embora cada religião apresente elementos próprios, é também possível estabelecer uma série de elementos comuns às várias religiões e que podem permitir uma melhor compreensão do fenómeno religioso.

As religiões possuem grandes narrativas, que explicam o começo do mundo ou que legitimam a sua existência. O exemplo mais conhecido é talvez a narrativa do Génesis na tradição judaica e cristã. Quanto à legitimação da existência e da validade de um sistema religioso, este costuma apelar a uma revelação ou à obtenção de uma sabedoria por parte de um fundador, como sucede no budismo, onde o Buda alcançou a iluminação enquanto meditava debaixo de uma figueira ou no Islão, em que Muhammad recebeu a revelação do Corão de Deus.

As religiões tendem igualmente a sacralizar determinados locais. Os motivos para essa sacralização são variados, podendo estar relacionados com determinado evento na história da religião (por exemplo, a importância do Muro das Lamentações no judaísmo) ou porque a esses locais são associados acontecimentos miraculosos (santuários católicos de Fátima ou de Lourdes) ou porque são marcos de eventos religiosos relacionados à mitologia da própria religião (monumentos megalíticos, como Stonehenge, no caso das religiões pagãs). Na antiga religião grega, os templos não eram locais para a prática religiosa, mas sim locais onde se acreditava que habitava a divindade, sendo por isso sagrados.

As religiões estabelecem que certos períodos temporais são especiais e dedicados a uma interacção com o divino. Esses períodos podem ser anuais, mensais, semanais ou podem mesmo se desenrolar ao longo de um dia. Algumas religiões consideram que certos dias da semana são sagrados (Shabat no judaísmo ou o Domingo no cristianismo), outras marcam esses dias sagrados de acordo com fenômenos da natureza, como as fases da lua, na religião Wicca, em que todo primeiro dia de lua cheia esbat é considerado sagrado. As religiões propõem festas ou períodos de jejum e meditação que se desenvolvem ao longo do ano.

O estudo da religião
História do estudo da religião

As primeiras reflexões sobre a religião foram feitas pelos antigos Gregos e Romanos. Xenofonte relativizou o fenómeno religioso, argumentando que cada cultura criava deuses à sua semelhança. O historiador grego Heródoto descreveu nas suas Histórias as várias práticas religiosas dos povos que encontrou durante as viagens que efectuou. Confrontado com as diferenças existentes entre a religião grega e a religião dos outros povos, tentou identificar alguns deuses das culturas estrangeiras com os deuses gregos. O sofista Protágoras declarou desconhecer se os deuses existiam ou não, posição que teve como consequências a sua expulsão de Atenas e o queimar de toda a sua obra. Crítias defendeu que a religião servia para disciplinar os seres humanos e fazer com que estes aderissem aos ideais da virtude e da justiça. Júlio César e o historiador Tácito descreveram nas suas obras as práticas religiosas dos povos que encontraram durante as suas conquistas militares.

Nos primeiros séculos da era actual, os autores cristãos produziram reflexões em torno da religião fruto dos ataques que experimentaram por parte dos autores pagãos. Estes criticavam o facto desta religião ser recente quando comparada com a antiguidade dos cultos pagãos. Como resposta a esta alegação, Eusébio de Cesareia e Agostinho de Hipona mostraram que o cristianismo se inseria na tradição das escrituras hebraicas, que relatavam a origem do mundo. Para os primeiros autores cristãos, a humanidade era de início monoteísta, mas tinha sido corrompida pelos cultos politeístas que identificavam como obra de Satanás.

Durante a Idade Média, os pensadores do mundo muçulmano revelaram um conhecimento mais profundo das religiões que os autores cristãos. Na Europa, as viagens de Marco Polo permitiram conhecer alguns aspectos das religiões da Ásia, porém a visão sobre as outras religiões era limitada: o judaísmo era condenado pelo facto dos judeus terem rejeitado Jesus como messias e o islão era visto como uma heresia.

O Renascimento foi um movimento cultural e artístico que procurava reviver os moldes da Antiguidade. Assim sendo, os antigos deuses dos gregos e dos romanos deixaram de ser vistos pela elite intelectual e artística como demónios, sendo representados e estudados pelos artistas que os representavam. Nicolau de Cusa realizou um estudo comparado entre o cristianismo e o islão em obras como De pace fidei e Cribatio Alcorani. Em Marsílio Ficino encontra-se um interesse em estudar as fontes das diferentes religiões; este autor via também uma continuidade no pensamento religioso. Giovanni Pico della Mirandola interessou-se pela tradição mística do judaísmo, a Cabala.

As descobertas e a expansão européia pelos continentes, tiveram como consequência a exposição dos europeus a culturas e religiões que eram muito diferentes das suas. Os missionários cristãos realizaram descrições das várias religiões, entre as quais se encontram as de Roberto de Nobili e Matteo Ricci, jesuítas que conheceram bem as culturas da Índia e da China, onde viveram durante anos.

Em 1724 Joseph François Lafitau, um padre jesuíta, publicou a obra Moeurs des sauvages amériquains comparées aux moeurs des premiers temps na qual comparava as religiões dos índios, a religião da Antiguidade Clássica e o catolicismo, tendo chegado à conclusão de que estas religiões derivavam de uma religião primordial.

Nos finais do século XVIII e no início do século XIX parte importante dos textos sagrados das religiões tinham já sido traduzidos nas principais línguas européias. No século XIX ocorre também a estruturação da antropologia como ciência, tendo vários antropólogos se dedicado ao estudo das religiões dos povos tribais. Nesta época os investigadores reflectiram sobre as origens da religião, tendo alguns defendido um esquema evolutivo, no qual o animismo era a forma religiosa primordial, que depois evoluía para o politeísmo e mais tarde para o monoteísmo.

Abordagens disciplinares

Um feiticeiro dos Camarões

O estudo científico da religião é actualmente realizado por várias disciplinas das ciências sociais e humanas. A História das Religiões, nascida na segunda metade do século XIX, estuda a religião recorrendo aos métodos da investigação histórica. Ela estuda o contexto cultural e político em que determinada tradição religiosa emergiu.

A Sociologia da Religião analisa as religiões como fenómenos sociais, procurando desvendar a influência dela na vida do indivíduo e da comunidade. A Sociologia da Religião tem como principais nomes Emile Durkheim, Karl Marx, Ernst Troeltsch, Max Weber e Peter Berger.

A Antropologia, tradicionalmente centrada no estudo dos povos sem escrita (embora os seus campos de estudo possam ser também as modernas sociedades capitalistas), desenvolveu igualmente uma área de estudo da religião, na qual se especulou sobre as origens e funções da religião. John Lubbock, no livro The Origin of Civilization and the Primitive Condition of Man apresentou um esquema evolutivo da religião: do ateísmo (entendido como ausência de idéias religiosas), passa-se para o xamanismo, o antropomorfismo, o monoteísmo e finalmente para o monoteísmo ético. Esta visão evolucionista foi colocada em questão por outros investigadores, como E.B. Taylor que considerava o animismo como a primitiva forma de religião.

A Fenomenologia da Religião, que deriva da filosofia fenomenológica de Edmund Husserl, tenta captar o lado único da experiência religiosa. Utiliza como principal método científico a observação, explicando os mitos, os símbolos e os rituais. Ela procura compreender a religião do ponto de vista do crente, bem como o valor dessas crenças na vida do mesmo. Por estas razões evita os juízos de valores (conceito de epoje ou abandono de qualquer juízo de valor). Os principais nomes ligados à Fenomenologia da Religião são Nathan Soderblom, Garardus van der Leeuw, Rudolf Otto, Friedrich Heiler e Mircea Eliade.

Classificação das religiões

Classificação geográfica

Esta classificação procura agrupar as religiões com base em critérios geográficos, como a concentração numa determinada região ou o facto de certas religiões terem nascido na mesma região do mundo. As categorias mais empregues são as seguintes:

* Religiões do Médio Oriente: judaísmo, cristianismo, islão, zoroastrismo, fé bahá'í;
* Religiões do Extremo Oriente: confucionismo, taoísmo, budismo mahayana e xintoísmo;
* Religiões da Índia: hinduísmo, jainismo, budismo e siquismo;
* Religiões africanas: religiões dos povos tribais da África Negra;
* Religiões da Oceania: religiões dos povos das ilhas do Pacífico, da Austrália e da Nova Zelândia;
* Religiões da Antiga Grécia e Roma.

Esta classificação é problemática, visto que algumas religiões não estão limitadas a uma dada região (como por exemplo o islão) e porque algumas religiões não são actualmente relevantes na região geográfica em que se originaram (exemplo do cristianismo, que embora tivesse nascido no Médio Oriente é hoje minoritário naquela região do mundo).

A religião no mundo contemporâneo

Adeptos do Cao Dai, uma religião sincrética surgida no século XX


Desde os finais do século XIX, e em particular desde a segunda metade do século XX, o papel da religião, bem como seu número de aderentes, se tem alterado profundamente.

Alguns países cuja tradição religiosa esteve historicamente ligada ao cristianismo, em concreto os países da Europa, experimentaram um significativo declínio da religião. Este declínio manifestou-se na diminuição do número de pessoas que frequenta serviços religiosos ou do número de pessoas que desejam abraçar uma vida monástica ou ligada ao sacerdócio.

Em contraste, nos Estados Unidos, na América Latina e na África subsariana, o cristianismo cresce significativamente; para alguns estudiosos estes locais serão num futuro próximo os novos centros desta religião. O islão é actualmente a religião que mais cresce em número de adeptos, que não se circunscrevem ao mundo árabe, mas também ao sudeste asiático, e a comunidades na Europa e no continente americano. O hinduísmo, o budismo e o xintoísmo tem a sua grande área de influência no Extremo Oriente, embora as duas primeiras tradições influenciem cada vez mais a espiritualidade dos habitantes do mundo ocidental. A Índia, onde cerca de 80% da população é hindu, é um dos países mais religiosos do mundo, ficando em segundo lugar após os Estados Unidos. As explicações para o crescimento das religiões nestas regiões incluem a desilusão com as grandes ideologias do século XIX e XX, como o nacionalismo e o socialismo. No Brasil, uma religião que vem crescendo de forma avassaladora é o protestantismo. De acordo com algumas pesquisas, os evangélicos já somam algo em torno de 25% da população nacional, com perspectiva de chegar aos 50% em menos de 15 anos.

Por outro lado, o mundo ocidental é marcado por práticas religiosas sincréticas, ligadas a uma "religião individual" de cada um faz para si e ao surgimento dos chamados "novos movimentos religiosos". Embora nem todos esses movimentos sejam assim tão recentes, o termo é usado para se referir a movimentos neocristãos (Movimento de Jesus), judaico-cristãos (Judeus por Jesus), movimentos de inspiração oriental (Movimento Hare Krishna) e a grupos que apelam ao desenvolvimento do potencial humano através por exemplo de técnicas de meditação (Meditação Transcendental).

Também presente na Europa e nos Estados Unidos da América é aquilo que os investigadores designam como uma "nebulosa místico-esotérica", que apela a práticas como o xamanismo, o tarot, a astrologia, os mistérios e cuja actividades giram em torno da organização de conferências, estágios, revistas e livros. Algumas das características desta nebulosa místico-esotérica são as centralidades do indivíduo que deve percorrer um caminho pessoal de aperfeiçoamento através da utilização de práticas como o ioga, a meditação, a idéia de que todas as religiões podem convergir , o desejo de paz mundial e do surgimento de uma nova era marcada por um nível superior de consciência.

A religião segundo The Economist

Em 23 de dezembro de 1999 em seu número especial por ocasião da mudança do milênio publicou uma nota necrológica de Deus [1], agora vem de confessar que agiu precipitadamente. Num longo noticiário de 3 de novembro de 2007 reconhece que contra o prognóstico laicista ou secularista, a fé sobrevive e vem dando mostras, nos últimos anos, de uma energia renovada e com influência cada vez maior nos assuntos do planeta. Conclui que para um político ou estadista seria um erro muito perigoso ignorar ou legar a um segundo plano a religião.[2] A temática em torno de religião e sobre Deus também tomou conta do debate político nos Estados Unidos em 2007 e ganhou espaço na campanha eleitoral, candidatos são obrigados a responder perguntas sobre religião e se vêm compelidos a participar de cultos.[3]

Número de adeptos por religião

Fonte: Adherents.com

* Cristianismo : 2,1 bilhões
* Islão: 1,3 bilhões
* Ateus/Agnósticos/Sem religião: 1,1 bilhões
* Hinduísmo: 900 milhões
* Religião tradicional chinesa: 394 milhões
* Budismo: 376 milhões
* Religiões tradicionais africanas: 100 milhões
* Sikhismo: 23 milhões
* Judaísmo: 18 milhões
* Espiritismo: 15 milhões
* Fé Baha'i: 7 milhões
* Jainismo: 4,2 milhões

Fonte BDavid B. Barrett

* Igreja Católica: 2,1 bilhões
* Islão: 1,3 bilhões
* Hinduísmo: 870 milhões
* Sem religião: 769 milhões
* Religião tradicional chinesa: 405 milhões
* Igrejas Protestantes: 375 milhões
* Igreja Ortodoxa: 220 milhões
* Igreja Anglicana: 80 milhões
* Cristãos independentes: 430 milhões
* Budismo: 379 milhões
* Sikhismo: 25 milhões
* Judaísmo: 15 milhões
* Religiões tradicionais africanas: 100 milhões
* Novas religiões: 108 milhões

Posted on sexta-feira, dezembro 26, 2008 by Guto Dias

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O Deep Purple é uma banda de hard rock da Inglaterra, Reino Unido surgida em 1968 e considerada uma das criadoras do heavy metal e do hard rock, embora o próprio conjunto rejeite qualquer rótulo. Contemporânea de grupos como Led Zeppelin, Black Sabbath e Uriah Heep, a marca da banda sempre foi a mistura de guitarra e teclado, com riffs simples e fortes e solos vigorosos. Sua canção mais conhecida é Smoke on the Water, gravada em 1972.

Para quem não é exatamente um fã do Deep Purple parece complicado acompanhar as formações da banda. Vários dos mais talentosos músicos do rock passaram pelo grupo, e, por causa disso, cada formação tem elementos distintos em sua sonoridade. A árvore genealógica do conjunto alcança as principais bandas do rock inglês dos anos 60 e 70 e, com poucos passos, chega ao jazz (Tommy Bolin, o segundo guitarrista do Deep Purple, tocou em um disco do baterista Billy Cobham, que tocou com Miles Davis).


O início


O Deep Purple surgiu de uma idéia exótica . No país que gerou The Beatles e Rolling Stones, revelou Jimi Hendrix e deu o título de deus a Eric Clapton, todos esperavam pela próxima grande idéia no campo fértil do rock. Em 1967, Chris Curtis, ex-baterista do The Searchers, teve a idéia exótica de reunir vários músicos muito talentosos num grupo chamado Roundabout (carrossel). Eles se revezariam em torno do baterista, como num carrossel. Depois que a idéia foi comprada pelo produtor Tony Edwards, o primeiro músico a topar a idéia foi o tecladista Jon Lord, colega de Curtis nos The Flowerpot Men, onde também tocava o baixista Nick Simper.
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Era o final dos anos 60, e Curtis estava metido até o pescoço no espírito da época. Certa vez, Lord entrou no apartamento e encontrou as paredes cobertas de papel alumínio. Seu colega havia redecorado a casa pra mudar o astral. Liga, desliga, cai na estrada: Curtis desapareceu. O grupo achou um guitarrista - Ritchie Blackmore, conhecia um baterista - Ian Paice - que trouxe um colega da The Maze - o vocalista Rod Evans. Com a saída de Curtis, acabou a idéia do rodízio e a banda precisava trocar de nome. Em fevereiro de 1968, depois de queimar pestana em uma lista de nomes que incluía o pomposo Orpheus, acabou vencendo o título da música favorita da avó de Blackmore: Deep Purple.

* Ian Gillan - vocais
* Ritchie Blackmore - guitarra
* Jon Lord - teclado
* Roger Glover - baixo
* Ian Paice - bateria

Todas as formações do Deep Purple Fase I "MK I"
(1968-1969)

* Rod Evans - vocais
* Ritchie Blackmore - guitarra
* Jon Lord - teclado
* Nick Simper - baixo
* Ian Paice - bateria

Fase II "MK II"
(1969-1973)

* Ian Gillan - vocais
* Ritchie Blackmore - guitarra
* Jon Lord - teclado
* Roger Glover - baixo
* Ian Paice - bateria

Fase III "MK III"
(1973-1975)

* David Coverdale - vocais
* Ritchie Blackmore - guitarra
* Jon Lord - teclado
* Glenn Hughes - baixo,vocais
* Ian Paice - bateria

Fase IV "MK IV"
(1975-1976)

* David Coverdale - vocais
* Tommy Bolin - guitarra
* Jon Lord - teclado
* Glenn Hughes - baixo,vocais
* Ian Paice - bateria

(1976-1984) O grupo esteve separado.
Fase II "MK II", reunião
(1984-1989)
Fase V "MK V"
(1989-1991)

* Joe Lynn Turner - vocais
* Ritchie Blackmore - guitarra
* Jon Lord - teclado
* Roger Glover - baixo
* Ian Paice - bateria

Fase II "MK II", nova reunião
(1992-1994)

* Ian Gillan - vocais
* Ritchie Blackmore - guitarra
* Jon Lord - teclado
* Roger Glover - baixo
* Ian Paice - bateria

Fase VI "MK VI"
(alguns meses em 1994)

* Ian Gillan - vocais
* Joe Satriani - guitarra
* Jon Lord - teclado
* Roger Glover - baixo
* Ian Paice - bateria

Fase VII "MK VII"
(1994-2002)

* Ian Gillan - vocais
* Steve Morse - guitarra
* Jon Lord - teclado
* Roger Glover - baixo
* Ian Paice - bateria

Fase VIII "MK VIII"
(2002-atualmente)

* Ian Gillan - vocais
* Steve Morse - guitarra
* Don Airey - teclado
* Roger Glover - baixo
* Ian Paice - bateria

http://ricecooker.kerbau.com/images_wp_rc/0608/deep_purple.jpgO primeiro disco, Shades of Deep Purple, foi lançado em setembro de 1968. Recheado de regravações (incluindo versões progressivas de Help, dos Beatles, e Hey Joe, de Jimi Hendrix), o disco estourou nas paradas de sucesso dos EUA com uma música de Joe South: Hush, o primeiro single da banda. Em dezembro daquele ano, quando o segundo disco (The Book of Taliesyn) já havia sido lançado, eles fizeram sua primeira turnê na América, acompanhando o Cream. Nessa turnê, além de visitar a mansão de Hugh Hefner, criador da revista Playboy, o grupo também descobriu que outro motivo de seu sucesso no Novo Mundo vinha do nome da banda - o mesmo de uma droga então muito popular na Califórnia. O segundo disco também trazia regravações, como River Deep, Mountain High (sucesso na voz de Tina Turner), We Can Work it Out (Beatles) e Kentucky Woman (Neil Diamond). A composição Wring That Neck (chamada de Hard Road nos Estados Unidos, pela violência do nome) sobreviveu, no setlist do grupo, à extinção da primeira formação no ano seguinte. Foi o veículo de algumas das mais inspiradas trocas de solos entre Blackmore e Lord.

http://i4.photobucket.com/albums/y114/Fallen__Angel/bands/deeppurple.jpgEm 1969, Blackmore e Lord estavam descontentes com a sonoridade do grupo. Ambos queriam experimentar mais com volume e eletricidade, mas consideravam que a voz de Evans não acompanharia as mudanças. O terceiro disco do grupo, chamado Deep Purple, reflete a tensão de uma banda que tinha os pés no rock inglês dos anos 60 e a cabeça em algo que ainda estava por ser criado. Sob convite do baterista Mick Underwood, em 24 de junho, Blackmore e Lord foram conferir uma apresentação do grupo Episode Six, de cujo vocalista (Ian Gillan) o ex-colega de Blackmore havia falado muito bem. Os dois membros do Deep Purple chegaram a subir ao palco para uma jam. Começou aí o mês mais tenso e criativamente decisivo em toda a carreira do Deep Purple.

Blackmore, Lord e Paice combinaram um teste com Ian Gillan. Ele levou seu amigo Roger Glover, baixista também do Episode Six. Juntos, os cinco gravaram o single Hallellujah, no dia 7 de junho. Aprovados os dois, o Deep Purple passou a ter vida dupla. Durante o dia, a segunda formação (Fase II) ensaiava no Hanwell Community Centre; à noite, a primeira (Fase I) continuava se apresentando como se nada estivesse ocorrendo. Evans e Simper não sabiam o que estava por acontecer até a véspera da estréia da Fase II nos palcos, em 10 de julho. A situação era tão maluca que, em 10 de junho de 1969, Episode Six e Deep Purple se apresentaram em bailes de Cambridge. O Deep Purple fez 11 apresentações entre a escolha dos novos membros e a estréia da nova fase; o Episode Six, oito. Mas Gillan e Glover ainda fizeram outros quatro shows para cumprir contrato com o E6 até o dia 26 de julho, intercalando com os três primeiros shows da Fase II.

Os projetos que já vinham ocorrendo, porém, continuaram. O terceiro disco tinha acabado de ser lançado na Inglaterra quando a nova formação, com sua proposta sonora mais ousada, estreou. Jon Lord também estava finalizando seu Concerto for Group & Orchestra, que seria apresentado no Royal Albert Hall, com a Royal Philharmonic Orchestra, no dia 24 de setembro. Nesse dia, além de mostrarem o novo tipo de composição idealizado por Lord (unindo as linguagens da música erudita e do rock), os ingleses de todas as classes sociais conheceram Child in Time, composta ainda em Hanwell. A composição mostra tudo o que a nova formação trazia de novo em relação à anterior: mudanças de ritmo, solos poderosos, gritos de banshee. O novo Deep Purple era elétrico e explosivo, e isso ficaria muito claro no primeiro disco da nova formação - In Rock, lançado em abril de 1970. Os ingleses puderam conhecer faixa por faixa do novo disco via BBC durante os vários meses que levaram ao lançamento. Conheceram inclusive faixas inéditas, como Jam Stew, e uma versão primitiva de Speed King chamada Kneel and Pray, com uma letra completamente diferente e muito mais maliciosa do que a conhecida e cantada até hoje.

O segundo disco da Fase II foi Fireball, que mantém a eletricidade mas envereda por um caminho mais experimental. Até um country ("Anyone's Daughter") o disco inclui, ao lado de longos instrumentais como os de "Fools" e rocks mais próximos dos que havia no disco anterior, como "Strange Kind of Woman". Os shows da turnê de 1971, disponíveis apenas em gravações piratas, mostram uma banda mais madura e mais ousada. É nessa turnê que Ian Gillan começa a fazer duelos de sua voz com a guitarra de Blackmore, por exemplo.

Conquistando o mundo

O passo seguinte na experimentação do Deep Purple seria gravar um disco de estúdio feito nas mesmas condições de uma apresentação ao vivo. Todos juntos, num mesmo ambiente, criando e gravando juntos como nas longas jams instrumentais que eles faziam no palco. Eles já tinham algumas músicas quase prontas: "Highway Star" começou a ser criada dentro de um ônibus, quando um jornalista perguntou como eles criavam suas músicas. Blackmore disse: "assim", e começou a tocar um riff agitado. Gillan entrou na farra e começou a improvisar uma letra: "We're on the road, we're on the road, we're a rock'n'roll ba-and!". Em setembro, a primeira versão do que seria Highway Star já estava começando a ser experimentada no palco e no programa de TV alemão Beat Club. É dessa apresentação que vem o clipe de Highway Star em que Blackmore usa um chapéu de bruxo e Gillan balbucia palavras sobre Mickey Mouse e Steve McQuinn. "Lazy" é outra canção que começou a ser testada no palco antes de ir para o estúdio.

Em dezembro de 1971, eles haviam achado o local certo para criar e gravar esse disco: Montreux, na Suíça, onde até hoje ocorre um famoso festival de jazz. O melhor lugar para gravar seria o grande cassino da cidade, onde tradicionalmente havia apresentações musicais. O cassino ainda não estava liberado para o Deep Purple quando eles chegaram - faltava uma última apresentação, de Frank Zappa, para encerrar a temporada. O grupo, então, foi assistir ao show. Zappa sempre foi um inovador do rock, e naquela apresentação em especial ele usava um sintetizador de última geração. No meio do show, alguém põe fogo no cassino. A música pára. Zappa grita: "FOGO! Arthur Brown, em pessoa!" e orienta os presentes a deixar o cassino calmamente. Em entrevistas, Roger Glover conta que todos realmente estavam calmos - o suficiente para que ele próprio ainda pudesse dar uma olhada no sintetizador antes de sair do prédio. Enquanto isso, Claude Nobs, que até hoje organiza o Festival de Jazz de Montreux, corria de um lado para o outro para tirar alguns espectadores de dentro do cassino.

O grupo foi transferido para o Grande Hotel de Montreux. No inverno, ele estava vazio, era frio e todos os móveis estavam guardados. Eles estacionaram do lado de fora a unidade móvel de gravação dos Rolling Stones, puxaram alguns fios, instalaram confortavelmente seus instrumentos nos corredores do hotel e começaram a ensaiar. O resultado é que até hoje todos os shows do Deep Purple contêm ao menos quatro das sete músicas do disco Machine Head.

A história inteira da gravação é contada em poucas palavras na música "Smoke on the Water", a última a ser gravada no disco. Blackmore havia criado um riff que não fora usado, apelidado então de "durrh-durrh". Não havia letra. Então veio a idéia de escrever sobre o que acontecera na gravação do disco. Gillan afirma que eles estavam num bar quando Roger Glover escreveu num guardanapo o título da música (que significava "fumaça sobre a água", uma boa descrição da fotografia que um jornal publicou no dia seguinte ao incêndio). Glover diz que a expressão lhe surgiu em um sonho e que Gillan lhe respondeu: "não vai rolar; parece nome de música sobre drogas, mas nós somos uma banda que bebe". Nenhum deles apostava que passaria mais de 30 anos tocando "durrh-durrh" toda noite, tamanho o sucesso que a música alcançou. Apesar de ter sido gravada em dezembro, ela só entrou no setlist em 9 de março, num show na BBC. Essa primeira apresentação consta de In Concert 1970-1972.

O ano de 1972 é movimentadíssimo, e nele o Deep Purple chegou pela primeira vez ao Japão, onde foi gravado seu mais famoso disco ao vivo, Made in Japan. Na Itália, o grupo também preparava a gravação de Who Do We Think We Are. O ritmo de trabalho da banda, porém, custou caro a eles. Por diversas vezes, membros do grupo ficaram doentes. Randy California chegou a substituir Blackmore em um show, e Roger Glover substituiu Gillan em outro. Os relacionamentos entre os membros - e especialmente entre Gillan e Blackmore - não iam bem também. Em dezembro, Gillan entregou seu pedido de demissão, avisando que deixaria o grupo no final de junho de 1973, dando aos empresários e aos colegas seis meses para decidir o que fazer do grupo.

Tempo de mudanças

Em 29 de junho de 1973, na segunda viagem do grupo ao Japão e após um show impecável, em que Jon Lord incluiu o "Parabéns a você" para Paice em seu solo de teclado (era o aniversário do baterista), Ian Gillan volta ao palco e avisa que seria o último show do Deep Purple. Durante o show, não havia nenhum outro sinal de desgaste. Em retrospecto, o silêncio de Gillan na hora de cantar o verso "no matter what we get out of this" ("não importa o que possamos tirar disso") em "Smoke on the Water" podia indicar que tudo o que ele poderia tirar daquilo já havia acabado. Glover também deixou o grupo, passando a se dedicar à produção, no departamento artístico da Purple Records - a gravadora do grupo.

O primeiro novo integrante recrutado para o Deep Purple, logo após o fim da Fase II, foi o baixista Glenn Hughes, que cantava e tocava baixo no Trapeze. A dupla habilidade empolgou Blackmore e Lord, mas ele não seria deixado sozinho nos vocais. O plano do Deep Purple era buscar a voz de Paul Rodgers, do Free. Após um primeiro contato, ele pediu um tempo para pensar e decidiu continuar com sua banda. Enquanto seguia a busca pelo novo vocalista, Blackmore e Hughes iam se conhecendo e tocando juntos. O que se tornaria o blues "Mistreated", sem a letra, foi composto nessa época.

A hipótese de tocar o grupo com apenas quatro membros foi cogitada, mas a idéia de ter dois vocalistas falou mais alto. Com essa idéia nas ruas, os empresários do Deep Purple não paravam de receber fitas de novos artistas. Uma delas fora enviada por um rapaz de 21 anos, gordinho e cheio de espinhas, que cantava desde os 15 anos e ganhava a vida vendendo roupas da moda numa boutique: David Coverdale. Sua banda e o Deep Purple já haviam cruzado caminhos em novembro de 1969, num show na universidade de Bradford, quando Gillan e Glover haviam acabado de entrar para o Deep Purple. O teste de Coverdale ocorreu em agosto de 1973. Durante seis horas, eles tocaram material do Deep Purple e rocks mais conhecidos, como "Long Tall Sally" e "Yesterday". Quando Coverdale foi pra casa, o restante do Deep Purple saiu para beber e decidiu: era o gordinho mesmo (nos meses seguintes, os empresários da banda lhe dariam alguns remédios para afinar a aparência).

Em 9 de setembro, o novo grupo se trancou por duas semanas no Castelo de Clearwell para compor. Empolgadíssimo, Coverdale - cuja experiência de palco era apenas com a gravação de demos - escreveu quatro letras diferentes para a música que seria "Burn". Uma delas se chamava "The Road". No dia 23, um dia depois de Coverdale completar 22 anos, a Fase III foi apresentada à imprensa inglesa. Em novembro, foi gravado o disco Burn, novamente em Montreux, com a mesma unidade móvel dos Rolling Stones com que foi gravado Machine Head. A nova equipe estrearia no palco em 8 de dezembro, na Dinamarca. Era a estréia da Fase 3 do Deep Purple. O disco só sairia em 1974.

O som da nova formação era marcado pela maior velocidade e técnica de Blackmore na guitarra e pela tensão entre os dois cantores. No estúdio, os duetos eram perfeitos. No palco, Hughes punha a trabalhar toda a potência de seus pulmões sempre que podia, muitas vezes chegando a intimidar Coverdale. O baixista e cantor também acrescentou à receita do Deep Purple uma boa pitada de tempero funky - que Blackmore aceitou inicialmente a contragosto, por entender que apesar de este estilo estar nas paradas de sucesso da época, não fazia parte, até então, dos elementos constitutivos do som do Deep Purple.

Em 6 de abril de 1974, o grupo se apresentou na Califórnia para uma platéia de 200 mil pessoas - era o festival California Jam, que duraria 12 horas e seria liderado pelo Deep Purple. O show, e particularmente o mau humor de Blackmore com o fato de ter de começar a tocar antes do anoitecer com câmeras em cima do palco, ficou famoso por ser explosivo: o guitarrista destruiu uma câmera em funcionamento com sua guitarra e, não contente, explodiu um amplificador. A silhueta do guitarrista em frente às chamas do amplificador é uma das cenas mais poderosas de toda a iconografia do rock. Trinta anos depois, Josh White, diretor de filmagens do evento, lembrou de como ele pode tê-lo induzido a isso:

"Eu falei com ele na noite anterior. O Deep Purple fez um ensaio técnico, e eu perguntei se ele ia quebrar a guitarra dele. E Richie disse: 'sim, talvez. Sei lá, que merda'. Ele estava meio puto com várias coisas que não tinham nada a ver comigo. E eu disse: 'Veja, se você for quebrar a guitarra, privilegie a câmera. Vou fazer uma bela filmagem e vai ficar genial'. E ele privilegiou bem a câmera, gerando US$ 8 mil de prejuízo."

A terceira formação do Deep Purple acabaria um ano depois de California Jam, em 7 de abril de 1975, uma semana antes de Blackmore completar 30 anos de idade. Era a turnê de lançamento do disco Stormbringer na Europa. Com ainda mais balanço funk, o disco desagradou bastante a Blackmore. Ele já tinha algumas idéias na cabeça, e ao sair já tinha uma nova banda formada: o Rainbow. Restava ao grupo o dilema entre continuar sem Blackmore - o criador de todos os riffs que tornaram o Deep Purple famoso - ou partir para outra, aproveitando que o grupo era um dos mais lucrativos de toda a história do rock.

Decidiram continuar, convidando o guitarrista Tommy Bolin, o primeiro norte-americano a fazer parte do grupo. Com essa formação (Fase IV), gravam Come Taste the Band, ainda mais suingado. A turnê é complicada, um tanto devido aos problemas de Bolin e Hughes com drogas. Em vários shows, como o registrado em Last Concert in Japan, Bolin não conseguia tocar porque seu braço estava anestesiado de drogas. Garotos talentosos, de vinte e poucos anos, ao entrar em uma máquina de fazer dinheiro na indústria do entretenimento, correm o sério risco de perderem o senso de proporção. Foi o que ocorreu na época.

Bolin tinha dois agravantes: insegurança e baixa auto-estima. Tudo isso apesar de ter gravado belíssimos discos solo, ser considerado um gênio da guitarra e ter tocado com magos do jazz como o baterista Billy Cobham. Bolin não suportava ser comparado pelos fãs aos carismáticos antecessores que teve em grandes grupos de rock. O Deep Purple era a segunda vez em que ele substituía um grande guitarrista - anteriormente, havia tocado na James Gang. No Deep Purple, ele chegou a discutir com a platéia por algumas vezes, durante apresentações.

O fim

Ao final do show de 15 de março de 1976, em Liverpool, David Coverdale desabafa com Lord: não havia mais clima para continuar com o Deep Purple. Lord desabafa de volta: não havia mais um Deep Purple para continuar. Acabou assim, em clima de confidência, a banda criada oito anos antes e que chegou a figurar no Guinness dos recordes como a mais barulhenta do mundo. Oito meses depois, Bolin morreria de overdose no Resort Hotel de Miami, após uma apresentação. E durante oito anos o Deep Purple permaneceria fora do ar.

Nesse período, os membros da banda fariam suas próprias carreiras e plantariam as bases para os futuros desenvolvimentos do Deep Purple. Por ordem de saída:

Ian Gillan - Depois de um breve período de reclusão em que vendeu motos e tentou ter um hotel, foi resgatado para os palcos por Roger Glover e sentiu-se animado o suficiente para criar sua própria banda, a Ian Gillan Band. Numa espécie de jazz-rock, seguiu até o início dos anos 80. Em 1982, dissolveu a banda, para no ano seguinte gravar um disco com o Black Sabbath: Born Again.

Roger Glover - Inicialmente, permaneceu próximo à Purple Records e foi quem mais teve contato com todos os galhos da gigantesca árvore genealógica do Deep Purple. Dois anos depois, conseguiu juntar no mesmo palco os melhores músicos da Inglaterra (muitos deles membros ou ex-membros do Deep Purple, ou seus colegas em outras bandas), no musical Butterfly Ball. Foi a primeira aparição pública de Ian Gillan após o fim do Deep Purple, substituindo Ronnie James Dio (que cantava no Rainbow de Blackmore e passaria depois pelo Black Sabbath). Produziu outras bandas, gravou dois discos solo e voltou a tocar baixo no Rainbow de Blackmore.

Ritchie Blackmore - Com o Rainbow, teve uma das bandas de hard rock de maior sucesso do final dos anos 70 e início dos anos 80, apontando o holofote para músicos como Joe Lynn Turner e Don Airey, que anos mais tarde participariam do Deep Purple. Roger Glover chegou a tocar com ele.

David Coverdale - Após dois discos solo, formou o Whitesnake e invadiu as paradas de FM dos anos 80. Na banda, tocou com Jon Lord e Ian Paice. De quando em quando, reúne o Whitesnake para turnês.

Jon Lord - Teve uma carreira solo interessante, misturando suas várias influências musicais (clássico, rock e jazz). Compôs trilhas sonoras de filmes com Tony Ashton e os dois se juntaram a Paice para o projeto Paice, Ashton e Lord. Mais tarde, uniu-se a Coverdale no Whitesnake.

Ian Paice - Tocou com diversos músicos, inclusive com Gary Moore, além de Paice, Ashton e Lord e Whitesnake.

Glenn Hughes - Reuniu o Trapeze, gravou vários discos solo, tocou com Gary Moore e Pat Thrall, lutou consigo mesmo para se livrar das drogas, cantou no Black Sabbath e mais recentemente gravou dois discos com o também ex-Deep Purple Joe Lynn Turner: o Hughes-Turner Project (HTP).

O recomeço
Deep Purple em Berlin em 2003

Em 1984 é anunciada a volta do Deep Purple com a sua formação de maior sucesso (Fase II), com Gillan, Blackmore, Paice, Glover e Lord. É lançado o essencial Perfect Strangers, que foi seguido por Nobody Perfect (ao vivo) e pelo fraco The House of Blue Light. Gillan decide sair novamente da banda e em seu lugar entra Joe Lynn Turner, ex-vocalista de uma fase do Rainbow. Com novo vocal é lançado o discutível Slaves & Masters. Após uma fraca turnê, é dado um ultimato a Ritchie Blackmore pelos membros da banda e seu empresário: ou Ian Gillan volta, ou era ele quem iria embora. O ano de 1993 traz a volta de Gillan e o lançamento de The Battle Rages on. Ritchie Blackmore entra em conflito constantemente com o restante da banda e larga o Deep Purple durante a turnê para remontar o Rainbow. No seu lugar entra o guitar-hero Joe Satriani, apenas para quebrar o galho. Os discos em que Satriani toca com o Purple são itens raros e todo colecionador procura, pois nunca esta formação gravou algo oficial. Apesar de ser convidado a permanecer na banda, Satriani recusa para continuar em sua prolífica carreira-solo. Para o lugar de Blackmore entra Steve Morse, grande fã da banda e que já havia tocado no Dixie Dregs e no Kansas.

A banda se revitaliza e volta com o bom Purpendicular, trazendo novos elementos, porém valorizando os desafios entre guitarras e orgão que fez a base musical do estilo do Deep Purple. Segue o razoável Abandon em 1998. Jon Lord decide abandonar a estrada, devido à idade, e em seu lugar entra Don Airey, um tecladista que passou por diversas bandas de hard rock, entre elas, o Rainbow de Blackmore e o Whitesnake de David Coverdale. Com Airey, Gillan, Morse, Glover e Paice são lançados Bananas, em 2003, e Rapture of the Deep, em 2005.

O melhor riff da história do rock

Em abril de 2008, os alunos da London Tech Music School, uma das mais conceituadas escolas de música da Grã-Bretanha e de onde saíram integrantes de bandas como o Radiohead, The Kinks e The Cure, elegeram o clássico "Smoke on the Water", um dos maiores sucessos da banda, como o maior riff de todos os tempos na história do rock, na frente de outros clássicos como "Smells Like Teen Spirit" do Nirvana, "My Generation" do The Who e "Born To Be Wild" do Steppenwolf. [1]


[editar] Shows do Deep Purple no Brasil
Ian Gillan canta no Opinião, em Porto Alegre, em 1997

Sete turnês do Deep Purple passaram pelo Brasil até hoje:

1. 1991 - turnê de Slaves & Masters, com a Fase V (Blackmore, Lord, Paice, Glover, Turner)

* 16-17 de agosto - Ginásio do Ibirapuera, São Paulo
* 18 de agosto - Pavilhão Atuba, Curitiba
* 20-21 de agosto - Olympia, São Paulo
* 23 de agosto - Ginásio Gigantinho, Porto Alegre
* 24 de agosto - Maracanãzinho, Rio de Janeiro

2. 1997 - turnê de Purpendicular, com a Fase VII (Morse, Lord, Paice, Glover, Gillan)

* 5 de março - Opinião, Porto Alegre
* 7 de março - Santos
* 8 de março - Rio de Janeiro
* 9 de março - Santo André
* 13 de março - Forum, Curitiba
* 14 de março - Vinhedo
* 15 de março - Belo Horizonte
* 16 de março - Brasília
* 18-20 de março - São Paulo

3. 1999 - turnê de Abandon, com a Fase VII

* 19-21 de março - Via Funchal, São Paulo
* 23 de março - Fórum, Curitiba
* 24 de março - Metropolitan, Rio de Janeiro
* 26 de março - Ginasio da Unicamp, Campinas
* 27 de março - Mineirinho, Belo Horizonte
* 28 de março - Aramacan, Santo André

4. 2000 - turnê dos 30 anos do Concerto for Group and Orchestra, com a Fase VII e convidados (Ronnie James Dio, Miller Anderson, Orquestra Jazz Sinfônica, maestro Paul Mann)

* 7-9 de setembro - Via Funchal, São Paulo

5. 2003 - turnê de Bananas, com a Fase VIII (Morse, Airey, Paice, Glover, Gillan)

* 8 de setembro - Blen Blen, São Paulo - workshop com Ian Paice
* 12 de setembro - Ginásio Goiânia Arena, Goiânia
* 13 de setembro - Classic Hall, Recife
* 16 de setembro - Gravação no programa Casseta & Planeta, na TV Globo
* 16 de setembro - ATL Hall, Rio de Janeiro
* 18 de setembro - Ginásio do Gigantinho, Porto Alegre, com Hellacopters e Sepultura
* 19 de setembro - Pedreira Paulo Leminski, Curitiba (cancelado
* 19 de setembro - Gravação no programa do Jô Soares, na TV Globo
* 20 de setembro - Estádio do Pacaembu, São Paulo, com Hellacopters e Sepultura
* 21 de setembro - Mineirinho, Belo Horizonte, com Hellacopters e Sepultura

6. 2005 - turnê de Rapture of the Deep, com a Fase VIII

* 1 e 3 de novembro - Credicard Hall, São Paulo
* 4 de novembro - Claro Hall, Rio de Janeiro

7. 2006 - turnê de Rapture of the Deep, com a Fase VIII

* 25 de novembro - Gigantinho, Porto Alegre
* 26 de novembro - Master Hall, Curitiba
* 28 e 29 de novembro - Tom Brasil, São Paulo
* 1º de dezembro - Rio Centro, Rio de Janeiro
* 2 de dezembro - Praça do Papa, Vitória
* 3 de dezembro - Chevrolet Hall, Belo Horizonte

8. 2008 - turnê de Rapture of the Deep, com a Fase VIII

* 22 de fevereiro - Citibank Hall, Rio de Janeiro
* 23 de fevereiro - Helloch, Curitiba
* 24 de fevereiro - Credicard Hall, São Paulo

[editar] Shows de ex-membros do Deep Purple no Brasil

Membros e ex-membros do Deep Purple também estiveram no Brasil em suas carreiras solo ou com outras bandas (por ordem da primeira visita do grupo ao Brasil):

* Ozzy Osbourne (Don Airey)
o 19 de janeiro de 1985 - Rock in Rio, Rio de Janeiro

* Whitesnake (David Coverdale)
o 11 e 19 de janeiro de1985 - Rock in Rio, Rio de Janeiro
o 6 de dezembro de 1997 - Parque Antártica, São Paulo
o 9 de dezembro de 1997 - Metropolitan, Rio de Janeiro
o 6 de setembro de 2005 - Estádio do Gigantinho, Porto Alegre
o 8 de setembro de 2005 - Claro Hall, Rio de Janeiro
o 9 de setembro de 2005 - Anhembi, São Paulo
o 3 de maio de 2008 - Manaus
o 6 de maio de 2008 - Belo Horizonte
o 7 de maio de 2008 - Rio de Janeiro
o 9 de maio de 2008 - São Paulo
o 10 de maio de 2008 - Curitiba
o 11 de maio de 2008 - Porto Alegre

* Ian Gillan, turnês Naked Thunder e Toolbox
o 3 de agosto de 1990 - Projeto SP, São Paulo
o 4 de agosto de 1990 - Projeto SP, São Paulo
o 6 de agosto de 1990 - Teatro Nacional, Rio de Janeiro (cancelado devido a incêndio)
o 8 de agosto de 1990 - Pavilhão Atuba, Curitiba
o 5 de maio de 1992 - São Paulo
o 6 de maio de 1992 - São Paulo
o 7 de maio de 1992 - Belo Horizonte
o 8 de maio de 1992 - Curitiba
o 9 de maio de 1992 - Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre

* Glenn Hughes
o 28 de julho de 1994 - Black Jack Bar, São Paulo
o 26 de setembro de 1998 - Pista de Atletismo do Ibirapuera, São Paulo (Monsters of Rock)
o 23 de novembro de 1999 - Recife
o 24 de novembro de 1999 - programa Turma de Cultura, São Paulo
o 25 de novembro de 1999 - Tom Brasil, São Paulo
o 24 de outubro de 2007 - Master Hall, Curitiba (PR)
o 26 de outubro de 2007 - Hakka Eventos (festa Hard'N'Heavy), São Paulo (SP)
o 27 de outubro de 2007 - Local a confirmar, Santos (SP)
o 28 de outubro de 2007 - Circo Voador, Rio de Janeiro (RJ)

* Rainbow (Ritchie Blackmore), turnê Stranger in Us All
o 2 de julho de 1996 - Opinião, Porto Alegre
o 4 de julho de 1996 - Aeroanta, Curitiba
o 5-7 de julho de 1996 - Olympia, São Paulo
o 9 de julho de 1996 - Barra Metropolitan, Rio de Janeiro (cancelado)

* Voices of Classic Rock (Glenn Hughes e Joe Lynn Turner)
o 2 de novembro de 2001 - Guarujá
o 3 de novembro de 2001 - Credicard Hall, São Paulo
o 4 de novembro de 2001 - Credicard Hall, São Paulo
o 10 de novembro de 2001 - Florianópolis

* Joe Lynn Turner, turnê Second Hand Life
o 30 de novembro de 2007 - Opera 1, Curitiba (cancelado)
o 01 de dezembro de 2007 - Teatro Rival, Rio de Janeiro (cancelado)
o 02 de dezembro de 2007 - Victoria Hall, São Caetano do Sul (SP) (Cancelado)

* Rock and Pop Masters (RPM)/Big Noize (Joe Lynn Turner)
o 24 de junho de 2008 - Casa Brasil, Belo Horizonte (anunciado)
o 26 de junho de 2008 - a anunciar, Campinas (anunciado)
o 28 de junho de 2008 - Espaço Callas, Curitiba (anunciado)
o 29 de junho de 2008 - Manifesto, São Paulo (anunciado)
o 30 de junho de 2008 - Bar do Tom, Rio de Janeiro (anunciado)

[editar] Discografia de estúdio
Pedaço da coleção de CDs do Deep Purple

O Deep Purple já lançou 18 discos de estúdio desde 1968. Eles vêm sendo gradualmente relançados em versão remasterizada, com faixas extras. Nem todos esses remasters já chegaram ao Brasil. Em 2006, o remaster de Stormbringer deve ser lançado no exterior.

* Fase I
o Shades of Deep Purple, Setembro, 1968 (Remaster em 2000, lançado no Brasil)
o The Book of Taliesyn, Dezembro, 1968 (Remaster em 2000, lançado no Brasil)
o Deep Purple, Novembro, 1969 (Remaster em 2000, lançado no Brasil)

* Fase II - A
o Deep Purple in Rock, Junho, 1970 (Remaster em 1995)
o Fireball, Setembro, 1971 (Remaster em 1996, lançado no Brasil)
o Machine Head, Março, 1972 (Remaster em 1997)
o Who Do We Think We Are, Fevereiro, 1973 (Remaster em 1999)

* Fase III
o Burn, Fevereiro, 1974 (Remaster em 2004)
o Stormbringer, Dezembro, 1974 (Remaster em 2006)

* Fase IV
o Come Taste the Band, Outubro, 1975

* Fase II - B
o Perfect Strangers, Novembro, 1984
o The House of Blue Light, Janeiro, 1987

* Fase V
o Slaves & Masters, 1990

* Fase II - C
o The Battle Rages on..., Julho, 1993

* Fase VII
o Purpendicular, Fevereiro, 1996
o Abandon, Maio, 1998

* Fase VIII
o Bananas, Agosto, 2003
o Rapture Of The Deep, Outubro, 2005

[editar] Discografia ao vivo

Especialmente depois do sucesso de Made in Japan, e mais recentemente com o lançamento oficial pela Purple Records de diversas gravações anteriormente disponíveis em bootlegs, o Deep Purple é um dos conjuntos de rock que mais lançou discos ao vivo. Confira:

* Fase I
o Inglewood - Live at the Forum, 1968 (2004)

* Fase IIa
o Kneel and Pray - Live in Montreux 69 (2004)
o Concerto for Group and Orchestra (Ao vivo), Dezembro, 1969 (Remaster em 2003)
o Scandinavian Nights, 1970 (lançado em 1988)
o Gemini Suite Live, 1970 (lançado em 1998)
o Live in Aachen 1970 (a ser lançado em 2006)
o In Concert 70-72, 1970 e 1972, Dezembro, 1980;
o Made in Japan (Ao vivo), Dezembro, 1972 (Remaster em 1999, lançado no Brasil)
o Live in Japan (caixa com 3 CDs com os shows originais de Made in Japan), 1993
o Live in Denmark 72 (2005)
o Turn Around, Live Long Beach Arena, 1971
o Mk II: Final Truckin', Live Osaka, 1973

* Fase III
o Deep Purple Live in London (Ao vivo em 1974), Setembro, 1982;
o California Jamming: Live at the California Jam, 1974 (lançado em 1996)
o Perks & Tit - Live in San Diego 1974
o Just Might Take Your Life (mesma coisa que Cal Jam)
o Made in Europe, 1975
o Mk III: The Final Concerts, 1975 = Archive Alive (lançado em 1996)
o Live in Paris 1975 (2005)

* Fase IV
o Days May Come and Days May Go (2000), ensaios de Tommy Bolin no Deep Purple
o 1420 Beachwood Drive (2000), ensaios de Tommy Bolin no Deep Purple
o Last Concert in Japan, Novembro, 1976
o On the Wings of a Russian Foxbat = King Biscuit Flower Hour, 1975 (lançado em 1995)
o Power House, 1977
o This Time Around: Live in Tokyo, 1975 (lançado em 2001)

* Fase IIb
o Nobody's Perfect (Ao vivo), Julho, 1988
o In The Absence of Pink: Knebworth 85, 1985 (lançado em 1991)
o Third Night, Ao Vivo na Suiça 1985

* Fase IIc
o Come Hell or High Water, 1993, (lançado em 1994)
o Live In Europe 1993, 1993 (caixa com 4 CDs - lançada em março de 2006)

* Fase VII
o Live at the Olympia '96, 1996 (lançado em 1997)
o Total Abandon: Live in Australia, 1999
o In Concert with the London Symphony Orchestra, 1999
o Live At The Rotterdam Ahoy, Purple Harbour, 1996
o The Soundboard Series (12CD Box)

[editar] Compilações

* 24 Carat Purple, Julho, 1975
* Singles A's & B's, 1978 (contém uma versão editada de "April", do disco Deep Purple)
* The Mark II Purple Singles, Abril, 1979
* Deepest Purple, Julho, 1980
* New Singles A's & B's, 1993 (contém "Hallellujah", primeira música gravada com Gillan e Glover e que não consta de nenhum disco de estúdio, e a versão original de "Coronarias Redig", canção que não consta de discos de estúdio e no remaster de Burn aparece remixada)
* Knocking at your Back Door: The Best of Deep Purple in the 80s, 1992 (contém "Son of Aleric", jam gravada na época de Perfect Strangers mas que não entrou no disco lançado no Brasil)
* 30: Very Best of Deep Purple, Outubro, 1998 (é a coletânea mais abrangente disponível para quem quer conhecer um panorama do que o Deep Purple já fez; "Highway Star" está na versão do remaster)
* The Early Years, 2004 (contém várias versões alternativas e remixadas de músicas da Mk1)
* Smoke On The Water, The Best Of, 1994

[editar] Videografia oficial ao vivo

(As datas se referem às datas dos shows apresentados)

* Concerto for Group and Orchestra (Londres, 24.set.1969)
* Masters from the Vaults/Doing Their Thing (Londres, 14.jul.1970)
* Live in Concert 72-73/Machine Head Live/Scandinavian Nights (Copenhague, 1.mar.1972)
* Live in Concert 72-73 (Nova York, 30.mai.1973)
* Live in California 74/California Jam (Ontario Speedway, 6.abr.1974)
* Live in Seoul (Seul, 18.mar.1995)
* Bombay Calling/Live in Bombay 1995 (Bombaim, 8.abr.1995)
* Live at Montreux 1996 (Montreux, 9.jul.1996)
* Total Abandon (Melbourne, 20.abr.1999)
* In Concert with the London Symphony Orchestra (Londres, 25 e 26.set.1999)
* Live at Montreux 1996 (Montreux, jul.2000)
* Perihelion (Flórida, 5.jun.2001)
* Live at Montreux 2006 (Hard Rock Café, Londres, out.2005)
* Live at Montreux 2006 (Montreux, jul.2006)

Posted on quinta-feira, dezembro 18, 2008 by Guto Dias

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

http://www.webletras.com.br/resize.asp?path=artistas%5CRaul-Seixas_450x300_741.JPG&height=140&maxw=409Umas das letras mais elucidativa do Raul, da qual ele usa elementos religiosos e filosóficos intrigantes, através dessa música somos capazes de perceber a mente confusa e ao mesmo tempo cheia de respostas que era a mente de Raulzito, como sempre usando pitadas de humor, uma música poética com linguagem simbólica exotérica. Prestem muita atenção a cada linha:

http://www.radio.usp.br/imagens/raul1.jpg
Não me pergunte por que
Quem-Como-Onde-Qual-Quando-O Que?
Deus, Buda, O tudo, O nada, O ocaso, O cosmo
Como o cosmonauta busca o nado, o nada
Seja lá o que for, já é

Não me obrigue a comer
O seu escreveu não leu
Papai mordeu a cabeça
Do Dr. Sugismundo
Porque sem querer cantou de galo
Cada cabeça é um mundo Gismundo
Antes de ler o livro que o guru lhe deu
Você tem que escrever o seu

Chega um ponto que eu sinto que eu pressinto
Lá dentro, não do corpo, mas lá dentro-fora
No coração e no sol, no meu peito eu sinto
Na estrela, na testa, eu farejo em todo o universo
Que eu to vivo
Que eu to vivo
Que eu to vivo, vivo, vivo como uma rocha
E eu não pergunto
Porque já sei que a vida não é uma resposta
E se eu aconteço aqui se deve ao fato de eu
simplesmente ser
Se deve ao fato de eu simplesmente

Mas todo mundo explica
Explica, Freud, o padre explica, Krishnamurti tá
vendendo
A explicação na livraria, que lhe faz a prestação
Que tem Platão que explica, que explica tudo tão bem vai lá que
Todo mundo explica
protestante, o auto-falante, o zen-budismo,
Brahma, Skol
Capitalismo oculta um cofre de fá, fé, fi, finalismo
Hare Krishna, e dando a dica enquanto aquele
papagaio
Curupaca e implica
Com o carimbo positivo da ciência que aprova
e classifica

O que é que a ciência tem?
Tem lápis de calcular
Que é mais que a ciência tem?
Borracha prá depois apagar
Você já foi ao espelho, nego?
Não?
Então vá!

Posted on segunda-feira, dezembro 15, 2008 by Guto Dias

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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

http://farm3.static.flickr.com/2237/2168823468_202e00bc4e.jpg?v=0

A tatuagem (também referida como tattoo na sua forma em inglês) ou dermopigmentação ("dermo" = pele / "pigmentação" ato de pigmentar, ou colorir) é uma das formas de modificação do corpo mais conhecidas e cultuadas do mundo. Trata-se de um desenho permanente feito na pele humana que, tecnicamente, é uma aplicação subcutânea obtida através da introdução de pigmentos por agulhas, um procedimento que durante muitos séculos foi completamente irreversivel (embora dependendo do caso, mesmo as técnicas de remoção atuais possam deixar cicatrizes e variações de cor sobre a pele). A motivação para os cultuadores dessa arte é ser uma obra de arte viva, e temporal tanto quanto a vida.




Arqueologia da tatuagem

Existem muitas provas arqueológicas que afirmam que tatuagens foram feitas no Egito entre 4000 e 2000 a.C. e também por nativos da Polinésia, Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia (maori),tatuavam-se em rituais ligados a religião.[1]

A Igreja Católica na Idade Média baniu a tatuagem da Europa (Em 787, ela foi proibida pelo Papa), com o argumento de que era “coisa do demônio”, assim procedendo com a intenção de ocultar antigas culturas e costumes,introduzindo a sua doutrina de uma forma quase ditatorial. Qualquer cicatriz, má formação ou desenho na pele não era visto com bons olhos.[2]

No século XVIII, porém, a tatuagem se tornou bastante popular entre os marinheiros, particularmente aqueles que navegaram os mares do sul.

O termo tatuagem, pelo francês tatouage e, por sua vez, do inglês tattoo, tem sua origem em línguas polinésias (taitiano) na palavra tatau [3], e supõe-se que todos os povos circunvizinhos ao Oceano Pacífico possuíam a tradição da tatuagem além das dos Mares do Sul.

James Cook

O pai da palavra "tattoo" que conhecemos atualmente foi o capitão James Cook (também descobridor do surf), que escreveu em seu diário a palavra "tattow", também conhecida como "tatau"(era o som feito durante a execução da tatuagem,onde se utilizavam ossos finos como agulhas e uma espécie de martelinho para introduzir a tinta na pele). Com a circulação dos marinheiros ingleses a tatuagem e a palavra Tattoo entraram em contato com diversas outras civilizações pelo mundo novamente.Porém o Governo da Inglaterra adotou a tatuagem como uma forma de identificação de criminosos em 1879, a partir daí a tatuagem ganhou uma conotação fora-da-lei no Ocidente.

Aparelho elétrico

Aparelho elétrico para se fazer tatuagens.
Falsa tatuagem contemporânea no tornozelo. Feita à base de Henna Indiana.

Em 1891, Samuel O’Reilly desenvolveu um aparelho elétrico para fazer tatuagens, baseado em outro aparelho extremamente parecido que havia sido criado e patenteado pelo próprio Thomas Edison para marcar couro.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a tatuagem foi muito utilizada por soldados e marinheiros, que gravavam o nome da pessoa amada em seus corpos.

Brasil

No Brasil, a tatuagem elétrica é uma arte muito recente, surgiu em meados dos anos 60 na cidade portuária de Santos e foi introduzida pelo dinamarquês "Knud Harld Likke Gregersen" também conhecido como Lucky Tattoo, que teve sua loja nas proximidades do cais, onde na época era a zona de boemia e prostituição da cidade de Santos.[4]

Isto contribuiu bastante para a disseminação de preconceitos e discriminação da atividade. A localização da loja era zona de intensa circulação de imigrantes embarcados, muitas vezes bêbados, arruaceiros e envolvidos com drogas e prostitutas; gerando um estigma de arte marginal que perdurou por décadas.

Hoje em dia, graças a circulação de informação pela televisão e por meios de comunicação como a internet, a tatuagem vem atingindo todas as camadas das populações brasileiras sem distinções.

Temas

Os temas são infinitos e variam tanto quanto as personalidades - dos tatuadores e tatuados. As motivações são inúmeras, e não há uma forma definida ou percurso que explique o desejo e e sua efetivaçao na realização da tatuatem, um evento a princípio, antinatural (biologicamente). Portanto considera-se um movimento do ser simbólico-social, que supera o instinto de autopreservação, uma característica absolutamente humana. O contexto, o ambiente, a época, o nível cultural, as influências, modismos, ideologias, crença e espírito despojado são alguns dos níveis que podem dar vazão ao processo. Nenhuma teoria psicológica, psicanalítica, religiosa, antropológica ou médica apresenta uma explicação exclusiva e final para a tatuagem. Considera-se um movimento complexo sobredeterminado, desde sua origem histórica até o contínuo uso na contemporaneidade.


Cuidados pós-tatuagem

Filme plástico

Muitos tatuadores recomendam o recobrimento do local da tatuagem recém-feita com plástico de embalar alimentos, por pelo menos três dias. No entanto, nem todos os tatuadores compartilham da mesma opinião, pois alega-se que a pele recoberta por plástico, com resíduos de pele e líquidos (linfa, sangue, tinta, suor) podem gerar uma ambiente propício para a formação de colônias de bactérias. Alguns recomendam manter por no mínimo cinco horas, tempo suficiente para cicatrização inicial, e depois retirar só recolocando à noite para não grudar no lençol, no primeiro e talvez no segundo dia. A recomendação de uso do plástico também está associada ao contato da tatuagem recente com tecidos: a cicatrização que pode ocorrer logo após o processo ou à noite, com vazamento de linfa e consequente aderência do lençol ou roupa ao desenho, gera o risco de remoção da camada (epiderme e derme ) superficial onde estão alojadas as tintas. A consequência pode ser um grave esburacamento no desenho, que torna-se irretocável se o desenho for sombreado (ficará com algumas marcas).

Lavagem

Deve-se lavar a região com sabonete neutro durante o banho, após algumas horas, para manter o local limpo, já que a pomada também sairá na lavagem. Além disso, os resíduos podem criar uma superfície de risco por falta de assepsia.

Água

A água é um elemento importante para no processo químico de cicatrização, fazendo parte da cadeia de fixação do colágeno. A pele muito seca pode perder mais células ou demorar mais para cicatrizar. Por outro lado, o excesso de água também prejudica, ao amolecer a casquinha. Por isso, é muito importante não deixar a tatuagem exposta ao sol, não ir à praia, piscinas, saunas, nem tomar banhos longos, e não esfregar com buchas abrasivas ou sabonetes fortes.

Pomada

Uma nova camada de pomada deve ser aplicada logo em seguida, bem fina, até completa cicatrização da tatuagem, que pode levar de uma semana a 60 dias.[5]. Em média três vezes por dia é o ideal. Algumas pessoas podem ter alergia à pomada combinada com algumas tintas, ou com perfuração excessiva da pele. Nesses casos, a pele pode formar bolhas e descolar o desenho. Recomenda-se nesses casos, muito cuidado para não arrancar o pedaço, e a suspensão imediata do uso da pomada para cicatrização a seco, também muito eficiente. A única diferença é que a pomada melhora um pouco a fixação do pigmento. As pomadas costumam conter dexpantenol, um ácido que ajuda a formação do tecido sem excessiva troca de células.

Casquinha

Não puxe a casquinha! É o conselho de todo tatuador. Para algumas pessoas, uma tarefa fácil. Para outras, nem tanto: é um ritual viciante e somado à curiosidade, puxar as casquinhas para que "cicatrize logo" pode abrir buracos nos desenhos, mesmo quando a casquinha parece fina e superficial. Além disso, uma coceira frequente devido à retração da pele provoca o desejo de se encravar as unhas no local. Via de regra, jamais arranque a casquinha!

Alimentação

Deve-se tomar um certo cuidado com a alimentação nos períodos de cicatrização do trabalho, pois em algumas pessoas a pele pode adquirir um comportamento mais reativo e sofrer alergias, que podem comprometer o trabalho. Apesar de raro, é uma possibilidade. Costuma-se recomendar a suspensão de alimentos:

* muito gordurosos

* frutos do mar

* comida japonesa

* pimentas


Elementos que determinam o resultado da tatuagem:

* ajuste da maquininha: para contorno, a agulha deve penetrar aproximadamente, em torno de 1,7mm na pele. Para preenchimento também, mas eventualmente um pouco mais: 2,5mm. Estas medidas são aproximadas, e dependem do tatuador, do tipo de ponta e do tipo de traço pretendido.
* frequência de vibração e força da maquininha: máquinas fracas nem sempre conseguem introduzir a agulha na pele, conforme o local. Já a frequência, se for muito alta pode "rasgar" a pele ao invés de marcar o traço, e depois perde-se tinta na cicatrização.
* qualidade das tintas: algumas tintas podem gerar alergia, dependendo do tipo de pele. Não há uma regra, mas há predominância do vermelho, por exemplo, entre os pigmentos que geram alergia. Mas todos podem gerar, dependendo da pessoa. Além disso, há no mercado muitas tintas para iniciantes, que são mais "lavadas". O pigmento mais inócuo é o preto, por se feito (nomalmente) à base de carvão de origem animal ou vegetal, e portanto, quimicamente muito estável.
* tipo de pele e o local do corpo. Algumas pessoas incorporam mais a tinta, e outras eliminam quase toda a tinta.
* procedimento: como foi executado o desenho.
* Padrões de soldagem, textura e espessura das agulhas
* Cor da pele. Mesmo em peles de tons médios, a tatuagem inicialmente fica bem colorida, mas depois o pigmento natural da pele (melanina), que é produzido acima da camada onde se aloja a tinta, cobre o desenho, escurecento-o. Assim, este é outro motivo para evitar o sol.
* Profissional: na verdade, ele é o responsável pela maior parte dos itens listados acima.

Deve-se seguir à risca as recomendações do profissional que aplicou a tatuagem, pois a maior parte dos incidentes desagradáveis ocorrem durante o processo de cicatrização.




Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Posted on terça-feira, dezembro 02, 2008 by Guto Dias

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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

http://ledzeppelin.co.nz/images/led-zeppelin.jpg


Em primeiro lugar dedico essa matéria ao meu amigo Geissy, que é "o fã" do Led Zeppelin.

Originalmente a banda foi formada pelo guitarrista Jimmy Page e pelo baixista Chris Dreja em Julho de 1968 com o nome de "The New Yardbirds" de modo a conseguirem cumprir um contrato feito para a realização de concertos na Escandinávia, assinado antes do último concerto dos Yardbirds. Terry Reid recusou a oferta de Page para ser o vocalista, mas sugeriu Robert Plant[14], conhecido pelo seu trabalho no grupo "The Band of Joy". Junto com ele veio o baterista John Bonham. Quando Dreja saiu para se tornar fotógrafo, John Paul Jones, estimulado pela esposa, procurou Jimmy Page, a quem conhecia por terem atuado juntos como músicos de estúdio, e se ofereceu para tocar baixo na nova banda. Oferta aceita, estava formado o quarteto que viria a se transformar na maior banda de Rock dos anos 70.



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Após alguns concertos como "The New Yardbirds", a banda mudou o nome para Led Zeppelin. Esse nome surgiu depois que Keith Moon e John Entwistle comentaram que um "supergrupo" contendo eles dois, Jimmy Page e Jeff Beck (que era a idéia original de Page) cairia como um "balão de chumbo" (do inglês "lead zeppelin"). A palavra "lead" é propositadamente mal escrita para que a pronúncia correta seja usada (também poderia ser lida como "lid", que lhe daria outro significado).
http://www.elviscostello.info/disc/bootlegs/other_artists/led_zeppelin/led_zeppelin.770621.la/led_zeppelin.770621.la_front.jpg


Pouco tempo após a sua primeira apresentação (na Universidade de Surrey, Guildford, em 15 de Outubro de 1968) o grupo editou o seu primeiro álbum Led Zeppelin em 1969. Esse álbum resultava de uma combinação entre o blues, o rock e influências orientais com amplificações distorcidas, o que o levou a tornar-se um dos pivôs do surgimento do heavy metal,[1][2][3][6] embora Plant tenha declarado injusta a taxação do grupo como heavy metal, já que aproximadamente um terço de sua música era acústica. No final dos anos 60 e ínicio dos anos 70 a palavra heavy metal tinha uma conotação pejorativa, o que fez com que os artistas rotulados como heavy metal preferissem outros nomes como heavy rock, ou simplesmente rock and roll. O imediato sucesso do primeiro disco foi o pontapé de saída para a carreira da banda, especialmente no EUA, onde eles haveriam de actuar frequentemente, e onde as suas vendas de discos apenas foram suplantadas pelos Beatles. O segundo álbum, chamado simplesmente Led Zeppelin II, editado ainda no mesmo ano, seguiu o mesmo estilo, e incluía o sucesso "Whole Lotta Love", que, conduzido pela secção rítmica, definia o som da banda.


http://baggas.com/wp/wp-content/uploads/led_zeppelin_on_stage_1977.jpg
Page e Plant, como outros músicos de rock do cenário inglês, tinham uma formação fortemente enraizada no blues. Assim, o primeiro álbum do Led Zeppelin continha muitas releituras de músicas de blues. Porém, os créditos vinham para os músicos da banda. A história se repete com "Whole Lotta Love", que apresenta grandes semelhanças com "I need Love", de Willie Dixon. A banda foi depois acusada de ter usado as letras sem as creditarem a Dixon, e só 15 anos depois, devido a um processo posto pela "Chess Records", foi feito um acordo e efectuado o pagamento devido, com Willie Dixon sendo creditado nas devidas músicas. Por fim, Dixon acabou se tornando amigo de Page e Plant.

A banda também gostava do rock and roll americano e tocava músicas de Elvis Presley e Eddie Cochran em seus shows. As performances ao vivo do Led Zeppelin com frequencia alcançavam 2 horas ou mais de duração, e em alguns casos, como no "Texas Pop Festival" de 1969, a banda chegou a tocar por 4 horas seguidas.
Led Zeppelin tocando em 1970.
http://i181.photobucket.com/albums/x162/jellybelly13-20/Led%20Zeppelin/LedZeppelin-1.jpg
Para a gravação do seu terceiro álbum, Led Zeppelin III, a banda retirou-se para "Bron-Yr-Aur", uma cabana remota em Snowdonia, no País de Gales, sem electricidade ou água encanada. Isto resultou num som mais acústico (fortemente influenciado pela música celta e a música folk, e que revelou uma face diferente do talento prodigioso de Jimmy Page). Em Novembro de 1970 a "Atlantic Records" editou "Immigrant Song" em single, sem a autorização da banda e contra a sua vontade. Incluía no lado B "Hey Hey What Can I Do". Foram editados mais nove singles, sempre sem a autorização da banda, que via os seus álbuns como indivisíveis. Curiosamente, "Stairway to Heaven" nunca foi editado em single, apesar do seu grande êxito nas rádios. A frustração da banda em relação aos singles provinha do seu empresário Peter Grant, que era um acérrimo defensor dos álbuns, e também devido ao facto da Atlantic ter feito uma reedição de "Whole Lotta Love", que foi cortada de 5:43 para 3:10 minutos. Para além disso a banda sempre evitou aparecer na televisão, preferindo que os seus fãs os vissem ao vivo.



Auge



Título do álbum Led Zeppelin IV

As várias tendências musicais do grupo foram fundidas no seu quarto álbum, sem título, que é usualmente chamado de "Zoso", "Four Symbols" ou simplesmente "Led Zeppelin IV". Não apenas o álbum não tinha nome, mas o nome da banda também não aparecia em sua capa. O álbum incluía temas de Heavy Metal, como "Black Dog", o misticismo folk de "The Battle Of Evermore" (cuja letra foi inspirada em "O Senhor dos Anéis") e a combinação dos dois estilos em "Stairway to Heaven", um sucesso estrondoso nas rádios, aclamada por muitos como sendo o maior clássico do rock de todos os tempos. O álbum contém ainda uma memorável regravação de "When The Levee Breaks" de Memphis Minnie.

O álbum seguinte, Houses of the Holy, lançado em 1973, continha músicas mais longas e experimentais, com o uso de sintetizadores e arranjos de cordas feitos por Jones em músicas como "The Song Remains The Same", "No Quarter" e "D'yer Mak'er". Esse álbum bateu os recordes de audiência, tendo chegado ser ouvido por mais de 50 mil pessoas. Três concertos no Madison Square Garden foram filmados para a realização de um filme, mas o projecto foi adiado por vários anos.
http://www.popartuk.com/g/l/lglp0875+swan-song-led-zeppelin-poster.jpg

Em 1974 o quarteto lançou seu próprio selo, a Swan Song Records. Swan Song era o título de uma música do Led Zeppelin que nunca foi lançada, tendo sido gravada posteriormente com o nome "Midnight Moonlight" no primeiro álbum dos "The Firm", banda criada por Page após o fim do Led Zeppelin. Além dos álbuns do próprio Led Zeppelin a "Swan Song" editou álbuns de Bad Company, Pretty Things, Maggie Bell, Detective, Dave Edmunds, Midnight Flyer, Sad Café e Wildlife.

Em 1975 foi lançado Physical Graffiti, o primeiro álbum duplo para a "Swan Song". Este álbum incluía músicas que sobraram dos 3 álbuns anteriores e mais algumas novas. Mais uma vez a banda mostrou a sua enorme diversidade de estilos, que iam do folk e rock progressivo ao heavy metal.
http://img.thesun.co.uk/multimedia/archive/00372/led-zeppelin_372764a.jpg
Pouco tempo depois do lançamento de "Physical Graffiti" toda a produção anterior do Led Zeppelin atingiu a lista dos 200 mais vendidos, o que nunca tinha sido visto anteriormente. A banda embarcou para mais uma turnê pelos EUA, batendo novos recordes de audiência. No fim do ano, tocaram 5 noites seguidas no Earl’s Court (esses concertos foram gravados em vídeo e editados apenas 28 anos depois em DVD). Nessa altura, no pico da sua carreira, eram considerados por muitos como a "A Maior Banda De Rock Do Mundo").

Se a popularidade da banda em palco era impressionante, a sua fama pelos excessos era ainda maior. Eles viajavam num jato particular, alugavam pisos inteiros de hotéis, e tornaram-se objecto de algumas das histórias mais famosas, envolvendo danos materiais a quartos de hotel, aventuras sexuais, abuso de drogas e culto à magia negra.

Últimos Anos

Em 1976 a banda fez um intervalo nas turnês e começou a filmar segmentos fantásticos para o filme ainda não editado. Durante esse intervalo Robert Plant quebrou um tornozelo num acidente de carro; impedidos de fazer concertos, a banda entrou em estúdio para gravar o seu sétimo álbum, Presence. O álbum conquistou disco de platina antes de chegar às lojas, algo inédito para a época, e marcou mais uma guinada no estilo da banda, que abandonou os arranjos complexos dos álbuns anteriores se afastando gradativamente do heavy metal por eles criados.[1][2][3][6] Mas o pior para Plant estaria por vir: durante a turnê do álbum nos EUA, seu filho Karac morreu de uma infecção estomacal.

No final de 1976 sai finalmente o filme The Song Remains the Same e a sua trilha sonora. Embora a gravação do concerto datasse de 1973, esse seria o único documento filmado do grupo lançado oficialmente durante os 20 anos seguintes. Uma curiosidade sobre a trilha sonora desse filme é que o "setlist" do concerto do filme não coincidia com as músicas no álbum: algumas músicas do filme não apareceram no álbum e vice-versa. Esse álbum seria o único disco ao vivo oficial disponível, até a edição de BBC Sessions em 1997.

Em 1978, a banda voltou ao estúdio para as gravações de In Through the Out Door, álbum lançado em 20 de agosto, aniversário de Robert Plant. Esse álbum continha "All My Love", dedicada a Karac, seu filho. Agora eram 8 discos no Top 200 da Billboard e shows com ingressos esgotados por todos os lados, provando que o Led Zeppelin ainda era uma banda forte. Embora o Led Zeppelin nessa época já fosse considerada uma banda antiga, eles ainda arregimentavam uma enorme legião de fãs, tendo esse álbum chegado ao topo da lista dos mais vendidos, tanto no Reino Unido como nos EUA. No entanto há que se notar que o Led Zeppelin desde o álbum Presence e então com In Through the Out Door começava uma série de experimentações que estavam deixando meio de lado o heavy metal que eles ajudaram a criar, seus riffs já não eram tão pesados e marcantes. In Through the Out Door foi um disco onde John Paul Jones e Robert Plant assumiram muito do controle criativo da banda. Jones maravilhado com a aquisição de novos teclados Yamaha acabou por levar a banda para um lado mais progressivo. Nessa época o Reino Unido vivia a ascensão do Punk Rock e o Led Zeppelin cada vez mais distante de seu som avassalador inicial era chamado pejorativamente de dinossauro pelos punks ingleses. Esse tipo de referência pejorativa que os garotos punks faziam ao Zeppelin, somados aos excessos de Jones e Plant nas gravações levaram John Bonham a demonstrar seu descontentamento com o referido disco. Em um pub inglês ele chegou a comentar com Jimmy Page que eles dois (Bonham e Plant) deveriam assumir o controle da banda após In Through the Out Door e lançarem um disco pesado para dar combate ao então punk rock inglês, contudo esse fato nunca chegou a se concretizar devido a morte de Bonham em 1980.

Em setembro de 1980 John Bonham morreu asfixiado pelo próprio vômito em um quarto da mansão de Jimmy Page, dando fim à carreira do Led Zeppelin. Depois disso a banda foi desfeita, pois não haveria mais condições de continuar com o nome Led Zeppelin.


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Depois do Fim


Dois anos após a morte de John Bonham a banda editou Coda, uma coleção de músicas não-editadas.

Em 13 de Julho de 1985, o Led Zeppelin reuniu-se para o concerto Live Aid, com Tony Thompson e Phil Collins na bateria. Um ano depois Page, Plant e Jones voltam a reunir-se com Tony Thompson, com o intuito de voltarem a tocar como Led Zeppelin, mas um grave acidente de carro envolvendo Thompson, pôs fim a esta intenção[carece de fontes?]. Eles voltaram a se reunir 1988, com Jason Bonham no lugar que foi de seu pai, para o 40º aniversário da Atlantic Records. Esta formação ainda voltou a tocar no 21º aniversário da filha de Bonham, Cármen, e no casamento de Jason[carece de fontes?].

Page e Plant, sem Jones, voltaram a reunir-se em 1994 para contribuir para a série "Unplugged", da MTV, intitulado "No Quarter". Jones não gostou de não ter sido chamado para essa gravação, especialmente porque o título do álbum, "No Quarter", vem de uma música de mesmo nome, que contém muito de seu trabalho. O estresse entre ele e Page e Plant foi ainda mais agravado quando, em uma entrevista coletiva Plant disse que ele estava "estacionando o carro"[17] .

Em 1997 foi lançado o primeiro álbum do Led Zeppelin em 15 anos, BBC Sessions. Esse álbum duplo incluía a quase totalidade das gravações que a banda tinha feito para a BBC, embora alguns fãs tenham notado a falta de uma sessão de 1969 que incluía a música nunca editada "Sugar Mama". A essa altura, a "Atlantic" editou um single de "Whole Lotta Love", que se tornou o único single da banda.

Em 2003 foi lançado o álbum How the west was won e o DVD Led Zeppelin. No fim do ano o DVD tinha vendido mais de 520 000 cópias.

Em 2006 a banda recebeu o Prêmio Polar de Música, um dos mais prestigiosos do mundo, como melhor banda de rock de todos os tempos.
Robert Plant - 2007

No dia 10 de setembro de 2007, Jimmy Page, Robert Plant e John Paul Jones se reuniram em Londres e anunciaram seu retorno aos palcos em uma única apresentação para vinte mil pessoas em um show em homenagem a Ahmet Ertegun, fundador da Atlantic Records, morto em 2006[20] a renda da apresentação será destinada a uma instituição que concede bolsas. Eles anunciaram ainda que, no dia 13 de novembro de 2007, será lançado um novo CD entitulado "Mothership", uma coletânea de músicas escolhidas pela própria banda e com nova remasterização, para substituir as coletânes "Early Days" e "Latter Days" lançadas anteriormente e que não foram consideradas com o "padrão de qualidade" do Led Zeppelin. O concerto foi realizado em 10 de dezembro de 2007, em Londres, e contou com a presença de Jason Bonham na bateria.

Amostras e Versões

As músicas da banda foram, ao longo dos anos, alvo de muitas versões; os americanos Dread Zeppelin fizeram a carreira à custa de versões e paródias das músicas do Led Zeppelin; Alexis Korner fez uma versão de "Whole Lotta Love", que foi durante muitos anos o tema do "BBC Chart Show"; Tina Turner também fez uma versão da mesma música; e a London Philharmonic Orchestra fez um tributo que incluía "Stairway To Heaven", "When The Levee Breaks" e "Kashmir".

O guitarrista Stanley Jordan fez um boa interpretação instrumental de "Stairway To Heaven", canção cujos solos eram freqüentes em uma montagem cinematográfica dos anos 80 do livro de Marcelo Rubens Paiva, Feliz Ano Velho. Frank Zappa também gravou "Stairway To Heaven". Mais inusitada foi a versão axé music que a banda baiana Babado Novo fez em 2003 do clássico "D'yer Mak'er", peculiarmente misturando Rock e Reggae, mas despertando a ira de alguns dos fãs mais puristas do Led Zeppelin[carece de fontes?]. Outra banda brasileira fez uso de uma canção do Led Zeppelin foram os cariocas do Planet Hemp, que pegaram a parte instrumental de The Ocean e colocaram um letra de autoria deles e o som foi batizado de "Adoled"", que foi editado no disco Os Cães Ladram Mas A Caravana Não Para" de 1997.

Em 1995 foi editado Encomium, um disco tributo ao Led Zeppelin com vários artistas modernos dos mais diversos estilos. Destacam-se no disco a versão notável de "Dancing Days" interpretada pelo grunge Stone Temple Pilots e as versões pesadissímas de bandas modernas de metal inluenciadas pelo Led Zeppelin como Helmet em Custard Pie e Rollins Band com Four Sticks.

A influência do Led Zeppelin se mostrou poderosa em bandas de heavy metal, trash metal e metal alternativo dos anos 90 (alternative metal) que regravaram em estúdio ou ao vivo diversas covers da banda. Muitas destas assumiram publicamente ter o Led Zeppelin como sua maior influência. Dentre as bandas influenciadas tivemos regravações diversas como Tool gravando No Quarter no CD/DVD Salival de 2000, Korn com Wholle Lotta Love e Immigrant Song nos ensaios de seu acústico para MTV (tendo vídeo no youtube inclusive), os já citados Helmet com Custard Pie e Rollins Band com Four Sticks no disco Encomiun, Crowbar ao vivo com No Quarter, Down ao vivo com Dazed and Confused em 2007 também com vídeo no youtube), Megadeth com Out on Tiles nas edições especiais do disco United Abominations de 2007[21], Soundgarden com diversos covers ao vivo como Wole Lotta Love, Communication Breakdown e Stairway to Heaven[22]. O grupo brasileiro Angra regravou Kashmir para um CD tributo ao Led Zeppelin em 2002. O Oasis costumava tocar o riff de Whole Lottla Love após o encerramento da música Cigarettes & Alcohol em seus shows. Essa performance pode ser encontrada no CD e DVD ao vivo Familiar To Millions, editado em 2001.

Ao contrário de muitos dos seus contemporâneos, a banda sempre foi muito protetora das suas músicas, e raramente autorizava que elas fossem usadas para outros fins. Mais recentemente foram-se tornando mais flexíveis, podendo-se ouvir música dos Zeppelin em filmes como Almost famous e School of Rock.


Curiosidades sobre as músicas

* "The Ocean" - Um telefone toca aos 1:37.
* "Four Sticks" - John Bonham usou 4 baquetas na gravação desta música, por isso o título "Four Sticks".
* "Black Dog" - O título veio pelo cachorro que entrava nos estúdios na gravação de "Led Zeppelin IV".
* "Since I've Been Loving You" - É possível perceber que o pedal de Bonham chia já que possuía esse som característico (Ludwig Speedking).
* "Whole Lotta Love" - No meio da música, o instrumento usado para criar aquele som é o "Teremim"

Formação

* Jimmy Page - guitarra
* Robert Plant - vocais, harmónica, Gaita
* John Bonham - bateria
* John Paul Jones - baixo, bandolim, teclados,

A banda chamava ao seu empresário, Peter Grant, de o "quinto elemento"



Álbuns

* 1969 - Led Zeppelin #6 RU, #10 EUA, Vendas nos EUA: 11,000,000
* 1969 - Led Zeppelin II #1 RU, #1 EUA, Vendas nos EUA: 12,000,000
* 1970 - Led Zeppelin III #1 RU, #1 EUA, Vendas nos EUA: 6,000,000
* 1971 - Led Zeppelin IV (sem título: chamado também: "Four Symbols", "ZoSo") #1 RU, #2 USA, Vendas nos EUA: 22,000,000
* 1973 - Houses of the Holy #1 RU, #1 EUA, Vendas nos EUA: 11,000,000
* 1975 - Physical Graffiti #1 RU, #1 EUA, Vendas nos EUA: 15,000,000
* 1976 - Presence #1 RU, #1 EUA, Vendas nos EUA: 3,000,000
* 1976 - The Song Remains the Same live performances from 1973 tour) #1 RU, #2 EUA, Vendas nos EUA: 4,000,000
* 1979 - In Through the Out Door #1 RU, #1 EUA, Vendas nos EUA: 6,000,000

Antes da gravação de Led Zeppelin, todos os elementos participaram em sessões para o álbum Three week hero de P.J. Proby em 1969. A única faixa em que tocam todos juntos é "Jim's Blues".

Após a banda ter deixado de gravar foram editados os seguinte álbuns:

* 1982 - Coda #4 RU, #6 EUA, Vendas nos EUA: 1,000,000
* 1990 - Remasters
* 1990 - Profiled (Este "álbum" consta apenas de entrevistas, mais tarde empacotado com Remasters).
* 1990 - Boxed Set ) #18 EUA, Vendas nos EUA: 7,000,000
* 1993 - Boxed Set 2 #87 EUA, Vendas nos EUA: 500,000
* 1993 - Complete Studio Recordings , Vendas nos EUA: 2,000,000
* 1997 - BBC Sessions #23 RU, #12 EUA, Vendas nos EUA: 2,000,000
* 1999 - Early Days: Best of Led Zeppelin Volume One #71 RU, Vendas nos EUA: 1,000,000
* 2000 - Latter Days: Best of Led Zeppelin Volume Two #40 RU, #81 EUA
* 2002 - Early Days & Latter Days: The Best of Led Zeppelin Volumes One and Two Nova edição dos dois álbums anteriores. #11 RU, #114 EUA, Vendas nos EUA: 1,000,000
* 2003 - How the West Was Won #5 RU, #1 EUA, Vendas nos EUA: 1,000,000
* 2007 - Mothership

Singles

O Led Zeppelin nunca lançou muitos singles, o que mais tarde não seria necessário visto que alguns de seus maiores sucessos comercias não foram lançados em singles, como Stairway to Heaven.

* 1970 "Whole Lotta Love" #4 US
* 1969 "Immigrant Song" #16 US
* 1972 "Black Dog" #15 US
* 1973 "D'yer Mak'er" #20 US
* 1975 "Trampled Under Foot" #38 US
* 1980 "Fool In The Rain" #21 US
* 1997 "Whole Lotta Love" #21 UK


Led Zeppelin
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Posted on sexta-feira, novembro 28, 2008 by Guto Dias

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